Desafios da Imunossupressão na Avicultura Industrial
Patogênese e estratégias biotecnológicas para mitigar falhas vacinais e perdas zootécnicas.
A Mecânica da Imunossupressão
O comprometimento ocorre primariamente nos órgãos linfoides: a **Bolsa de Fabricius** (maturação de linfócitos B) e o **Timo** (linfócitos T). Estressores ambientais como altos níveis de amônia e flutuações térmicas potencializam a atrofia desses órgãos, impedindo a ave de responder adequadamente aos desafios de campo.
Doença de Marek: O Desafio da Latência
Causada por um herpesvírus altamente oncogênico, a Doença de Marek induz a formação de linfomas e desmielinização nervosa. Sua principal característica imunossupressora é a inibição da resposta celular, tornando o controle biológico via vacinação *in ovo* indispensável.
Protocolos de Alta Potência (2026):
- CVI988 (Rispens): O sorotipo padrão-ouro para enfrentar cepas hipervirulentas (vv+MDV).
- Vacinação In Ovo: Essencial para estabelecer a imunidade antes da exposição precoce no galpão.
Gumboro e a Imunidade Humoral
A Doença de Gumboro (IBD) causa uma destruição massiva dos folículos linfoides na Bolsa de Fabricius. O resultado é a incapacidade total ou parcial de produzir anticorpos, o que inviabiliza o cronograma vacinal de todo o lote.
Fonte Científica: PubMed (NIH) – Novas Abordagens no Controle da Doença de Gumboro.
Anemia Infecciosa Aviária (CAV)
O vírus CAV ataca as células precursoras na medula óssea e os timócitos, gerando anemia aplásica e imunossupressão severa. A estratégia clínica mais eficiente em 2026 foca na imunização de matrizes para garantir a transferência de altos títulos de anticorpos maternais para a progênie.
Redação Seus PET – Patologia Animal
– ScienceDirect (Journal of Comparative Pathology): Imunopatogênese viral em aves.
– PubMed Central (PMC): Estratégias de vacinação em incubatórios modernos.
– Frontiers in Veterinary Science: Eixo microbiota-imunidade na produção avícola.






