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Maus-Tratos a Animais: Por que a Impunidade Ainda Persiste?

A lei de maus-tratos no Brasil é branda? Entenda por que agressores raramente ficam presos e como as leis de proteção animal mudam em 2026.

 

 

Impunidade e Legislação: O Panorama do Crime de Maus-Tratos no Brasil em 2026

Sempre consulte um veterinário antes de medicar seu pet.

A proteção jurídica dos animais sencientes avançou significativamente com a promulgação da Lei 14.064/20. Inegavelmente, o endurecimento da pena para agressões contra cães e gatos foi um marco histórico necessário. Certamente, o crime contra animais agora prevê reclusão de dois a cinco anos em território nacional. Todavia, especialistas apontam que a aplicação prática da norma ainda enfrenta gargalhos estruturais no sistema judiciário brasileiro.

Muitos processos acabam em penas alternativas ou suspensões condicionais devido à interpretação de magistrados sobre a gravidade. Decerto, a sensação de que agressores “não passam um dia na cadeia” gera revolta social legítima. Portanto, entender os limites do lei maus tratos animais é fundamental para quem milita pela causa animal. Consequentemente, a pressão popular continua sendo o motor para futuras reformas no Código Penal de 2026.

Lei Sansão: O que Mudou na Prática Judiciária

A Lei Sansão alterou a Lei de Crimes Ambientais, elevando a categoria da ofensa contra pets domésticos. Inegavelmente, a possibilidade de prisão em flagrante sem fiança na delegacia intimidou potenciais agressores no início. Certamente, o registro policial de maus-tratos a animais tornou-se mais frequente nas delegacias especializadas do país. Segundo reportagem do Fantástico (G1), a lacuna está na conversão da pena.

A Custodial Sentence (Pena Privativa de Liberdade) raramente é cumprida em regime fechado para réus primários. Decerto, a justiça prioriza o uso de tornozeleiras eletrônicas ou multas pecuniárias em casos considerados menos letais. Portanto, a eficácia pedagógica da lei é questionada por juristas que defendem o encarceramento imediato. Consequentemente, o debate sobre a punição para maus tratos segue aceso nas comissões de direito animal.



Infográfico: O Que Define Maus-Tratos?

• Abandono: Deixar o animal sem assistência em vias públicas ou imóveis fechados.

• Agressão: Castigos físicos, espancamentos ou submissão a trabalhos exaustivos e dolorosos.

• Privação: Falta de água limpa, alimentação adequada, abrigo contra sol/chuva e higiene.

• Saúde: Negar assistência veterinária em casos de doença evidente ou ferimentos graves.

Como Realizar uma Denúncia de Abandono Pet Eficaz

Saber como proceder diante de um crime é o dever cívico de todo tutor consciente. Inegavelmente, reunir provas robustas como fotos, vídeos e testemunhas é o fator decisivo para o sucesso da ação. Certamente, a denúncia abandono pet pode ser feita anonimamente via Disque 181 ou delegacias digitais. Decerto, o registro do Boletim de Ocorrência (BO) é a única forma de iniciar o inquérito policial oficial.

Estudos da National Library of Medicine (NIH) correlacionam a violência contra animais à violência doméstica futura. Inegavelmente, punir o agressor de animais é uma forma de prevenir crimes contra seres humanos. Pesquisas da Michigan State University (Universidade Estadual de Michigan) reforçam a “Teoria do Elo” entre crueldade animal e interpessoal. Portanto, os direitos dos animais brasil são uma extensão da segurança pública coletiva.

Direitos dos Animais e o Conceito de Família Multiespécie

O reconhecimento dos pets como membros da família alterou decisões sobre guarda e pensão alimentícia em divórcios. Inegavelmente, o status jurídico do animal está deixando de ser “coisa” para tornar-se “sujeito de direitos”. Certamente, essa mudança de paradigma auxilia na fundamentação de sentenças mais severas contra abusadores cruéis. Portanto, educar as novas gerações sobre senciência é a solução definitiva para erradicar a violência animal.



Para ler mais análises exclusivas e acompanhar o mercado em tempo real, visite a nossa categoria Cuidados. Inegavelmente, um animal bem cuidado e protegido legalmente vive mais e com melhor qualidade de vida. Certamente, a vigilância comunitária é a maior aliada da polícia no combate aos criadouros clandestinos. Decerto, a justiça animal depende da coragem de cada um de nós em denunciar.

Opinião do Editor: Como alguém que acompanha o sofrimento nos abrigos, vejo a impunidade como um incentivo ao crime. Na minha experiência própria, leis sem punição real são apenas papel pintado que não protege ninguém. Em 2026, precisamos de delegacias que funcionem e juízes que entendam a dor de um animal. Se a lei é branda, o silêncio da sociedade é o que a torna fatal para os pets.
Redação Seus PET

 

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