Diabetes Mellitus em Cães: Entenda a Doença Endócrina
Fisiopatologia, diagnóstico precoce e as novas diretrizes de manejo da insulina.
O Mecanismo da Doença
A ausência ou insuficiência de insulina impede que a glicose entre nas células, resultando em um estado de “inanização celular” apesar dos altos níveis de açúcar no sangue. Esse desequilíbrio metabólico desencadeia a quebra de gorduras e proteínas como fonte alternativa de energia, gerando a perda de peso característica.
Sinais Clínicos: A Regra dos 4P
O diagnóstico precoce baseia-se na observação atenta do comportamento do animal. Tutores devem estar alertas para os seguintes sinais patognomônicos:
- Polidipsia: Ingestão excessiva de água.
- Poliúria: Aumento do volume e frequência urinária.
- Polifagia: Aumento exagerado do apetite.
- Perda de Peso: Emagrecimento progressivo apesar da alimentação.
O Impacto Ocular: Catarata Diabética
Devido ao acúmulo de sorbitol no cristalino, cerca de 80% dos cães diabéticos desenvolvem catarata bilateral em menos de um ano após o diagnóstico. A cegueira súbita é muitas vezes o sinal que leva o tutor à clínica veterinária.
Fonte Científica: PubMed (NIH) – Epidemiologia da Catarata Diabética em Cães.
Tratamento e Controle de Longo Prazo
O manejo envolve a administração subcutânea de insulina veterinária (como o Caninsulin®) e o controle rigoroso da carga glicêmica da dieta. A prática de exercícios físicos moderados e constantes auxilia na sensibilidade à insulina e no controle da obesidade, um fator agravante crítico.
Referência Técnica: Merck Veterinary Manual – Diabetes Mellitus em Pequenos Animais.
Redação Seus PET – Endocrinologia Veterinária
Compromisso com a Saúde!
Diabetes exige disciplina, mas o prognóstico é excelente. Explore nossos guias de nutrição e manejo:
– WSAVA: Global Guidelines for Endocrinology in Companion Animals.
– PubMed Central: Comparative metabolic studies in diabetic canines.
– American Animal Hospital Association (AAHA): Diabetes Management Guidelines.





