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Cardiopatia em Pets: Sinais Silenciosos que Exigem Atenção

Saiba como identificar cardiopatias silenciosas em cães e gatos. Dicas de exames, raças predispostas e cuidados para garantir saúde ao seu pet.

Coração Valente: Entenda as Cardiopatias Silenciosas em Cães e Gatos

Guia técnico sobre prevenção e diagnóstico precoce para tutores que priorizam a longevidade animal.

As cardiopatias silenciosas representam um dos maiores desafios da medicina veterinária moderna. Diferente de patologias externas, os problemas cardíacos em cães e gatos costumam evoluir de forma assintomática, manifestando sinais clínicos apenas quando os mecanismos de compensação do organismo (como a hipertrofia ventricular) já estão exauridos.

Critério Clínico: “Muitos tutores confundem a redução de atividade com o envelhecimento natural. No entanto, a intolerância ao exercício é, frequentemente, o primeiro indicador de que o débito cardíaco está comprometido.”

O que são as Cardiopatias Silenciosas?

As patologias mais comuns incluem a Doença Valvar Mixomatosa de Mitral (comum em cães de pequeno porte) e a Cardiomiopatia Hipertrófica (prevalente em felinos). Ambas podem levar à Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) se não forem detectadas precocemente através de exames de rastreio.


Sinais Discretos: Quando Investigar?

A percepção do tutor é a ferramenta mais valiosa para o cardiologista veterinário. Observe as seguintes mudanças na rotina:

  • Tosse Cardíaca: Tosse seca que ocorre principalmente em repouso ou durante a noite, causada pelo aumento do átrio esquerdo que pressiona os brônquios.
  • Síncopes: Desmaios súbitos após momentos de excitação ou esforço físico.
  • Taquipneia: Aumento da frequência respiratória mesmo em repouso absoluto.

Fonte: MSD Veterinary Manual – Guia Profissional sobre Insuficiência Cardíaca em Pequenos Animais.

Diagnóstico: Ecocardiograma e Eletrocardiograma

O diagnóstico definitivo exige a combinação de exames complementares. O Ecocardiograma Doppler permite a visualização morfológica e hemodinâmica do coração, medindo o fluxo sanguíneo e o tamanho das câmaras. O Eletrocardiograma (ECG) é indispensável para detectar arritmias que podem levar à morte súbita, especialmente em raças como o Boxer e o Dobermann.

Avanços no Tratamento e Qualidade de Vida

O foco terapêutico atual em 2026 baseia-se no retardamento da progressão da ICC. O uso de inotrópicos positivos e inibidores da ECA tem mostrado resultados excelentes quando iniciados antes da fase clínica da doença. Além disso, o controle rigoroso da ingestão de sódio e o monitoramento da frequência respiratória em casa são pilares da gestão da saúde cardíaca.

Redação Seus PET

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Fontes e Bibliografia:
Manual MSD de Medicina Veterinária: Seção de Sistema Circulatório.
WSAVA Guidelines: Padrões internacionais de cardiologia clínica.
College of Veterinary Medicine (Cornell University): Relatórios sobre Cardiomiopatia Felina.
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