Nem na Cama, Nem no Quintal: O Desafio de Acomodar seu Cão nas Ondas de Calor
Descubra como o manejo ambiental preventivo reduz drasticamente o risco de emergências térmicas em cães urbanos.
A Biologia do Cão e o Calor Extremo
Em 2026, com o aumento das temperaturas globais, entender a termorregulação canina não é apenas cuidado, é segurança. Cães não suam como nós; sua troca térmica é limitada à respiração e aos coxins (as almofadinhas das patas). Quando o ambiente atinge os 35°C, o esforço cardíaco para resfriar o corpo aumenta muito.
Quarto, Sala ou Quintal: Onde Deixar seu Pet?
Evite o quintal em noites abafadas. O concreto atua como um acumulador térmico, liberando radiação de calor até a madrugada. Pisos cerâmicos ou de porcelanato em áreas internas com circulação cruzada de ar (como corredores) são as escolhas mais seguras para garantir o bem-estar animal.
Acessórios: Inovações para o Conforto Térmico
O tapete gelado é um divisor de águas: o gel endotérmico (que absorve calor de dentro para fora) interno absorve o calor corporal do cão sem precisar de eletricidade. Complemente com caminhas suspensas, que permitem que o ar resfrie o abdômen do animal, área de maior troca térmica por contato.
Sinais de Hipertermia: Quando se Preocupar?
O golpe de calor é uma progressão rápida. Monitore seu pet para detectar precocemente:
- Hipersalivação espessa e pegajosa;
- Gengivas com coloração vermelho-escuro (congestão);
- Dificuldade visível para coordenar movimentos (ataxia – perda de coordenação);
- Letargia (cansaço profundo) que não responde a estímulos.
Confira protocolos de primeiros socorros caninos em nossa seção dedicada.
Adaptação da Rotina Urbana
No Sudeste, o “teste da palma da mão” no asfalto é obrigatório. Se você não aguenta 5 segundos, seu cão não deve pisar. Priorize passeios antes das 7:30h. Em casa, manter o ambiente em penumbra durante o dia reduz a temperatura interna em até 4°C, protegendo o pet da exaustão térmica.






